se propõe a negar as indecisões, alterar as lembranças,
ensinar nas tragédias, este tempo de quem nos falam os mais vividos
zomba de nossa vulnerável carne
e sua incessante gula
e seu inútil charme
este mesmo tempo, que de tão tolo esqueceu-se no eterno
relegou a nos humanos a doce dádiva do fim
este mesmo tempo , se envaidece de suas capacidades
mas empobrecido pela lastima de sua solidão
contempla sua ineficácia em acompanhar a vida
e o deslizar de seus passos
O tempo que torna as palavras mudas
que se faz a clareza do pensamento
que se enaltece na essência da reflexão
É o mesmo tempo que preenche de poeira os espaços vazios deixados pelo silencio
É quem emudece o sentimento
E esclarece os maus ditos , e entendidos
Sobretudo este tempo,
dono de sua inveja à humanidade
é quem cala a enfermidade
e permanece
é quem nos envelhece
é quem da sentido ao correr dos dias
a simplicidade das trajetórias
as tímidas e tolas glórias
É quem empresta sentido
ao começo e ao fim da História.
Resposta ao tempo -
Aldir Blanc/Cristovão Bastos
E o tempo se róiCom inveja de mimMe vigia querendo aprenderComo eu morro de amorPrá tentar reviver
No fundo é uma eterna criançaQue não soube amadurecerEu posso, e ele não vai poderMe esquecer

MUITO BOM GAROTA, BOA ESCOLHA..
ResponderExcluirBOM FDS PRA TE.