Já escrito

domingo, 31 de outubro de 2010

O tempo se cala frente a felicidade humana 
Se percebe impotente diante da nossa capacidade de lhe superar

Num domingo de sol , nada mais me basta
De tempos em tempos a tristeza se desgasta
e o que nos resta é ser Feliz

Legião Urbana - Quase sem Querer


Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!...
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

sábado, 30 de outubro de 2010

Ao pó da letra



Na expressão quase um castigo
Na fala o perigo que murmura contravenção
Na lei mal dita, a pronuncia tal qual a escrita se perdem num vão
Eu mastigo o silencio e prendo o momento nos lábios
Fujo ao pretérito úmido
Onde qualquer rumo é prumo
Onde todo sim é o começo de um não
Enlouqueço o verbo
Dou adjetivo ao libido
E faço da frase o intimo momento do vinculo
E  a palavra perde seus eixos
Mergulha no próprio gracejo
E se cobre em  excitação
Entre as linhas figura o tempo
Entre as marcas o seu desleixo
Entre minhas curvas a indignação
E na passagem dos sons
O que permanece é a alma
Seu silencio irritante
Que de nada serve a não ser induzir ao pensamento
Num silencio que  nos fita os olhos e nos encara a covardia

Ao lado oposto de quem vê

É preciso ser a Contradição
Ser o erro
a contravenção
È necessario o descaso
e a partida
o desmazelo
o descaminho
a perdição
São nos caóticos rumos que se consertam os prumos e se regeneram os apelos
que se perdem pelos pêlos todo o pudor sem razão
É pelo trajeto sem volta
é pelo olhar sem remorso que constroem a imensidão
è na luta diária pelo beco contrario
é no nado ao errado que se encontra  a premissa perdida
a lei nao advertida , o que nao exigiu mensão
sao nos passos falsos que verdadeiramente se acerta o passo, rumo ao inesperado
rumo ao que se deixou num armario sujo, relegado no fim às inundações
sao nos  caóticos dias estranhos , em que tudo foge dos planos que se percebe o fundo de cada questão
É neste sentido torto que me refaço no esgoto que me cubro dos restos, que me permito cão
pois de longe ja percebo que no ato desgarrado e na febre mal curada é que mora a exatidão
É na mistura sem sentido, que finda todo perigo
É nela  que tudo faz-se de nada
Só pra nos pirar a razão

É a liturgia humana que me envergonha
que me palpita a carne
e me faz calar frente a primeira face simples
que me enaltece as misérias
e as consagra
É este religioso desprezo dos homens
que os fazem tão pobres e os relega a exaustão

Mas por mais rosas e lírios que me dês, 
Eu nunca acharei que a vida é bastante. 
Faltar-me-á sempre qualquer coisa, 
Sobrar-me-á sempre de que desejar, 
Como um palco deserto.

                                                                Fernando Pessoa

domingo, 24 de outubro de 2010

O teatro e as estréia

Cada dia uma nova entrada ,
A cada passo um novo jeito de caminhar
Sem tanto sentido  a vida se esquia , numa lenta preguiça
Imbuída de toda e possível  letargia
Animada pelas cordas do violão de Caetano
Ninada pela doce voz de Betânia
Ela se faz , se molda
Ela tenta
No intento pálido de dar densidade ao caminho
De se fazer menos flutuante
De enfim palpar
Sentir, beliscar a pele úmida do medo, a gélida certeza da impotência
 A vida, o tempo, os anjos cochos todos se igualam em inveja ..
Todos se calam em contemplação ao fim
Todos se igualam em silencio
Por medo, por credo,
Por desprezo

domingo, 17 de outubro de 2010

resposta do tempo

O tempo se encarrega de trazer a tona as falhas ocultas
se propõe a negar as indecisões, alterar as lembranças,
ensinar nas tragédias, este tempo de quem nos falam os mais vividos
zomba de nossa vulnerável carne
e sua incessante gula
e seu inútil charme
este mesmo tempo, que de tão  tolo esqueceu-se no eterno
relegou a nos humanos a doce dádiva do fim
este mesmo tempo , se envaidece de suas capacidades
mas empobrecido pela lastima de sua solidão
contempla sua ineficácia em acompanhar a vida
e o deslizar de seus passos

O tempo que torna as palavras mudas
que se faz a clareza do pensamento
que se enaltece na essência da reflexão
É o mesmo tempo que preenche de poeira os espaços vazios deixados pelo silencio
É quem emudece o sentimento
E esclarece os maus ditos , e entendidos

Sobretudo este tempo,
dono de sua inveja à humanidade
é quem cala a enfermidade
e permanece
é quem nos envelhece
é quem da sentido ao correr dos dias
a simplicidade das trajetórias
as tímidas e tolas glórias
É quem empresta sentido
ao começo e ao fim da História.

Resposta ao tempo - 

Aldir Blanc/Cristovão Bastos


E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Scared - Thiago Iorc
"Parado lá fora , tomando conta de mim. Eu sei que não fiz nada de errado, há bastante tempo para nós vermos. Começamos a limpar a bagunça que fizemos, nós continuamos a viver nossas vidas com estupidez, como se tivéssemos algo a perder.Tanta tranqüilidade egoísta , apenas para não tentar nada novo
E eu , acho que deveria tomar uma atitude porque, Todo mundo tem medo, as vezes."

domingo, 10 de outubro de 2010

costume mundano



















Costumava adquirir medos contemporâneos
faze-los minha propriedade
costumada silenciar meus enganos
Satirizar meus planos e disseminar minhas loucuras..
pertencia a um imaginário torto
a uma candura sem índole
a uma enganação plena
sentia-me em comum acordo com o mundo
bebendo de sua fonte seca
comendo de seu sal e de sua terra
temperando de enganos o sólido chão
sobre o qual desabamos
costumava acostumar-me
acostumava-me com facilidade
facilitava as entradas e negligenciava saídas indesejadas
Ignorava
Pertencia , sem perceber se sabia no que estava sendo sentenciada

Papo

"Vamos pro Lounge , beber um vinho safra ruim .. e conversar sobre a tv .". Maria Gadu - Lounge

Nas melhores conversas as mais sinceras palavras
Nunca foi preciso muito, sem esforço minha melhor parte salta ate você
Sem murmúrios, sem pausas ou reflexões
tudo que precisa ser dito o é
no mais , nada mais é falado , e enquanto tudo é abordado
terminamos sempre falando em nós ..
egoístas sempre sei que seremos
falando de tudo
Que nos preenche .

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Amadora

Amar e doar-se me parece pouco constante..
tal qual a vida ..
por ter muito a dizer .. alguns atualmente me escutando .. esta feito tal lugar
esta posta a mesa .. os pensamentos
uma trama , cordialmente chamada vida esta esta sendo naturalmente traçada indepedente de nós
ou de nossas vontades e aptidões
falar como tal trama vem sendo feita com as linhas do meu corpo e mente são os objetivos aqui ..
espero que nao agrade .. que desafie ... que multiplique os porques
nao queremos a mesmice, nao é mesmo ?!
então não  a teremos .
Boa noite a todos ..
incia aqui os ecos da nossa historia in blog ..

Estejam bem , até mais.