Não é o que temos
Não é o que podemos
Não é o que devemos
que nos decifra
São todos os gestos que almejamos
e o que dos nossos sonhos fazemos
São todos os amargos meios pelos quais não caminhamos
que dizem mais sobre nós mesmos
Pena que tais espaços sejam recantos inóspitos
e afastados o bastante para jamais serem habitados ou sabidos.

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