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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Poesia, História as subversivas

Foto By Amadora
Centro Histórico de São Luís do Maranhão

Subversiva - Ferreira Gullar


A poesia

quando chega

não respeita nada.

Nem pai nem mãe.

Quando ela chega

de qualquer de seus abismos

desconhece o Estado e a Sociedade Civil

infringe o Código de Águas

relincha

como puta

nova

em frente ao Palácio da Alvorada.



E só depois

reconsidera: beija

nos olhos os que ganham mal

embala no colo

os que têm sede de felicidade

e de justiça



E promete incendiar o país



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