Já escrito

sábado, 13 de novembro de 2010

Habitando de Amor

Amor.

Gesto , Emancipação !
Não consigo conceber o amor como gesto de aprisionamento, alias qualquer forma que me retenha antes de tudo me perde .
Bicho arredio , talvez. Detesto a presunção de onipresença dos amantes, antes de nos tornarmos um só , somos cada um em si , por si , e para todos , somos e permanecemos sociáveis mesmo depois de construir mutuamente o amor. Sim porque amor não é achado , tão pura e simplesmente, é também construção .
Somos e estamos em amor, estado impreciso de insistir nas boas faces , nos bons lados das coisas todas , em amor ao mundo, ao tudo , ao cosmos e ate a desordem ..
"Dias sim dias não , eu vou sobrevivendo sem um arranhão"


Sou o pedaço de cada grão jogado fora
Me construo dos restos
O que de mim deserta
É nada além do que já não me completa
Tenho esvaziado os cantos
Desafogado os prantos
Pra deixar mais vazio os espaços
Pra deixar mais prenhe de espaço o que antes abarrotava-se de vazios

Foto de Fernando Nascimento

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